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Fialho defende hidrovia

Fernando Fialho, diretor-geral da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), afirmou que o Brasil precisa corrigir, com urgência, a miopia com que são tratadas as hidrovias.

"Quando há um projeto de se escoar um produto por hidrovia, algumas entidades querem saber o que se fará para mitigar o dano ambiental. A resposta deveria ser que a hidrovia não precisa apresentar compensação ambiental, pois sua existência já é o que de melhor se pode ter para estimular o desenvolvimento em harmonia com o ambiente", disse.

Fialho explicou que um rio precisa da manutenção da mata ciliar, da preservação da nascente e da qualidade da água. Embarcações que usam os rios consomem muito menos combustível do que meios alternativos. Sobre o fato de se dizer que eclusas oneram o custo das barragens para o setor energético, o diretor-geral da Antaq lembrou que elas são essenciais à circulação e que o Rio Sena, na França, conta com nada menos de 200 barragens.

Para Fialho essa visão sobre hidrovias vale para dragagens, ou seja, " as autoridades devem levar em conta que dragagens são necessárias ao comércio exterior e essenciais para manter a competitividade do Brasil".

E fianlizou dizendo que " no Norte do País, algumas vilas dispõem de pequenos terminais, que são úteis para a população, mas, pela letra fria da lei, são irregulares. Sem eles, no entanto, as populações locais seriam prejudicadas. Por isso, a Antaq pretende impor mudança nas normas, para legalizar esses pequenos terminais".

Crédito: Divulgação

 

 

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