Quinta, 11 de março de 2010  

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Entidades se preocupam com segurança de armadores

As duas principais entidades mundiais de armadores, International Chamber of Shipping (ICS) e International Shipping Federation (ISF), emitiram relatório anual conjunto durante a Assembléia Mundial.

Inicialmente o documento revela que o fato mais importante é o aumento da regulação, pelo qual as administrações marítimas terão de abrir espaço para auditoria externa ,permitindo verificar a adoção de normas de combate à poluição e segurança no mar.

O documento revela, ainda, que faltam marítimos. Estudos indicam que há deficiência de 10 mil oficiais qualificados, ou seja, 2% da força de trabalho mundial no setor. Os dados mostram que em 1990 apenas 13% dos marítimos tinham mais de 50 anos de idade, já em 2005 essa faixa etária correspondia a 39% da força de trabalho.

Sobre o combate a navios piratas, as entidades afirmam que o desenvolvimento é auspicioso, porque o pequeno número de navios abaixo do nível - substandard - que ainda trafega, colocando em risco suas tripulações e o meio-ambiente e em desleal competição com seus parceiros, está concentrado em apenas um pequeno grupo de nações de conveniência.

A União Européia determinou que navios de bandeira não-auditada pela Organização Marítima Internacional (IMO) estarão sujeitos a regras mais duras de inspeção em seus portos. Já em relação à emissão de gás carbônico, o navio aparece muito bem em relação a outros meios de transporte. Dados da ICS/ISF apontam que para transportar uma tonelada/km um caminhão emite 50 gramas de CO2, um navio de 8 mil toneladas solta 15 gramas, enquanto um avião do tipo 747 emite 540 gramas de gás carbônico.

Outro ponto destacado no documento é o da prisão de marítimos, quando ocorre um acidente. As entidades não gostaram do que ocorreu nos casos dos navios 'Prestige' e 'Tassmanian Spirit' e prometem lutar para a liberdade dos profissionais, em caso de acidentes.

Em relação a custos, levando-se em conta a India como base 100, o documento revela que um oficial noruguês recebe quase o dobro - 191 - um inglês 179, enquanto um de Filipinas ganha 79 e o da China percebe apenas 68.

Neste ano, a IMO vai centrar suas ações em qualidade do manejo de navios, o que implica aperto em relação à fadiga humana, uso de gente mal preparada e outros ìtens. A ISF informa que luta especialmente para que sejam adotadas horas de trabalho compatíveis com a dignidade humana e as regras internacionais. Um programa de computador ajuda nessa tarefa: o Watchkeeper Computer Software.

Um capítulo trata apenas sobre as conferências de fretes. O estudo admite que elas foram importantes durante mais de 40 anos - ao dar estabilidade em um mercado volátil e cíclico - mas que na Europa e no resto do mundo, as conferências podem ser forçadas a se desfazer. Acredita-se que, em no máximo dois anos, a União Européia não aceite mais fretes conferenciados, em favor de regras claras de concorrência.

A resistência ao fim das conferências vem da European Liner Affairs Association ( Elaa) e de entidade similar, chamada ECSA. O documento lembra que nos Estados Unidos, Ásia e América do Sul, as conferências são admitidas.

Crédito: Divulgação

 

 

 

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