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Amazonas - O Rio- Mar História, Hidrovias e Marés
História
O nome Amazonas foi dado pelo frei espanhol Gaspar de Carvajal, o primeiro cronista europeu a viajar pelo rio, durante a expedição de Francisco de Orellana, na primeira metade do século XVI. O frei afirmou que sua embarcação foi atacada por mulheres que, como na mitologia grega das amazonas, pretendiam escravizar os homens para procriar antes de matá-los.
Hidrovias
Cerca de 50% das hidrovias brasileiras encontram-se nesta Bacia e o Rio Amazonas-Solimões é navegável durante todo o ano por navios de até 260 m, desde sua foz no estado do Amapá (AP - Brasil) até a cidade de Iquitos (Peru), totalizando mais de 3.360 km (1.814 milhas náuticas), somente neste trecho.
Segundo estimativas da Organização dos Estados Americanos - OEA, a rede hidroviária total da Amazônia teria aproximadamente 25.000 km, sendo a mais extensa rede fluvial do globo terrestre.
Marés
Na maior parte da Bacia as águas levam, aproximadamente, um ano para subir e descer. No estuário do Rio Amazonas, o sobe-e-desce é diário. Sob efeito das marés oceânicas, o Amazonas tem maré alta e maré baixa a até 400 quilômetros (216 milhas náuticas) da foz. Até mil quilômetros (540 milhas náuticas) rio acima ainda é possível perceber a influência do movimento do Oceano. As planícies alagáveis do estuário seriam estéreis se a água do mar as banhasse todos os dias, mas um princípio da física as protege. Como a água doce é mais leve, ela fica por cima da água salgada e assim o líquido que invade as várzeas do estuário na maré alta não carrega sal. A terra, lavada todos os dias, continua fértil.
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